de Adolfo Caminha (500,19 kb)

Capítulo I

– Ora, sempre vamos ao Rio de Janeiro, ao grande e espetaculoso Rio de Janeiro! – exclamou Evaristo, pousando o chapéu, com ar de
triunfo. – É como lá diz o outro: – quem espera… Eu nunca me enganei com o Luís… nunca!

Saíam-lhe em jorro as palavras, num tom quente de vitória, de aclamação, de regozijo.

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Introdução

Taine, o glorioso Taine, o querido filósofo cuja obra admirável tem sido uma espécie de bússola para os que se iniciam na complicada arte da palavra; Taine, o mestre, aconselhava sabiamente, com aquela profundeza de vista e com aquele raro e superior critério de artista e pensador:
Que chacun dise ce qu’il a vu, et seulement ce qu’il a vu; les observations, pourvu qu’elles soient personnelles et faites de bonne foi sont
toujours utiles.

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de Adolfo Caminha (374,12 kb)

A velha e gloriosa corveta1 — que pena! — já nem sequer lembrava o mesmo navio d’outrora, sugestivamente pitoresco, idealmente festivo, como uma galera de lenda, branca e leve no mar alto, grimpando serena o corcovo das ondas!…

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de Adolfo Caminha  (721,90 kb)

João Maciel da Mata Gadelha, conhecido em Fortaleza por João da Mata, habitava, há anos, no Trilho, uma casinhola de porta e janela, cor de açafrão, com a frente encardida pela fuligem das locomotivas que diariamente cruzavam defronte, e de onde se avistava a Estação
da linha férrea de Baturité. Era amanuense, amigado, e gostava de jogar víspora em família aos domingos.

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