de Alexandre Herculano (540,19 kb)
O guadamellato e uma ribeira que, descendo das solidoes mais
agras da Serra Morena, vem atraves de um territorio montanhoso
e selvatico desaguar no Guadalquivir pela margem direita, pouco
acima de Cordova. Houve tempo em que nestes desvios habitou uma
populacao numerosa: foi nas eras do dominio sarraceno em Hespanha.
Desde o governo do amir Abul-Khatar o districto de Cordova fora
distribuido as tribus arabes do Yemen e da Syria, as mais nobres
e mais numerosas entre todas as racas da Africa e da Asia, que
tinham vindo residir na Peninsula por occasiao da conquista ou
depois…

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de Alexandre Herculano (70,60 kb)
Solevantado o corpo, os olhos fitos,
As magras mãos cruzadas sobre o peito,
Vede-o, tão moço, velador de angústias,
Pela alta noite em solitário leito.
Por essas faces pálidas, cavadas,
Olhai, em fio as lágrimas deslizam;
E com o pulso, que…

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de Alexandre Herculano (40,69 kb)
Pela encosta do Líbano, rugindo,
O noto furioso
Passou um dia, arremessando à terra
O cedro mais frondoso;
Assim te sacudiu da morte o sopro
Do carro da vitória,
Quando, ébrio de esperanças, tu sorrias,
Filho caro da…

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de Alexandre Herculano (67,51 kb)
Eu nunca fiz soar meus pobres cantos
Nos paços dos senhores!
Eu jamais consagrei hino mentido
Da terra dos opressores.
Mal haja o trovador que vai sentar-se
À porta do abastado,
O qual com ouro paga a própria infâmia,
Louvor que foi comprado.
Desonra àquele, que ao poder e ao ouro
Prostitui o alaúde!
Deus à poesia deu por…

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de Alexandre Herculano (67,23 kb)
Amo-te, ó cruz, no vértice, firmada
De esplêndidas igrejas;
Amo-te quando à noite, sobre a campa,
Junto ao cipreste alvejas;
Amo-te sobre o altar, onde, entre incensos,
As preces te rodeiam;
Amo-te quando em préstito festivo
As multidões te hasteiam;
Amo-te erguida no cruzeiro antigo,
No adro do…

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