de Platão (202,81 kb)
Diálogos Platônicos
1 — Euclides — Voltaste há pouco do campo, Terpsião, ou já faz tempo?
Terpsião – Faz bastante tempo; procurei-te na praça do mercado e estranhei não encontrarte.
Euclides — É que não me achava na cidade.
Terpsião — Por onde andavas?
Euclides — Havia baixado ao porto, quando encontrei Teeteto, que transportavam do
acampamento de Corinto para Atenas.

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de Platão (126,19 kb)
I – De Clazômenas, onde residimos, fomos para Atenas, e ao chegarmos à
Praça do Mercado, encontramos Adimanto e Glauco. Tomando-me da mão, disse
Adimanto: Saúde, Céfalo! Se precisares de alguma coisa que dependa de nós, é só
falares.
Vim justamente para isso, respondi para pedir-vos um favor.
Basta dizeres o de que se trata, me falou.
Então, prossegui: Como se chama aquele vosso irmão por parte de mãe?
Esqueceu-me o nome; eu era pequeno, quando vim de…

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de Platão (337,73)
I — Teodoro — Fiéis, Sócrates, à nossa combinação
de ontem, aqui estamos na melhor ordem. Trouxemos
conosco este Estrangeiro, natural de Eléia; é amigo dos
discípulos de Parmênides e de Zenão, e filósofo de
grande merecimento.
Sócrates — Não se dará o caso, Teodoro, de, sem o
saberes, teres trazido um dos deuses em vez de um
Estrangeiro, segundo aquilo de Homero, quando diz
que, de regra, os deuses, e…

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de Platão (94,54 kb)
Apolodoro e um Companheiro
APOLODORO
- Creio que a respeito do que quereis saber não estou sem preparo. Com efeito, subia eu há pouco à
cidade, vindo de minha casa em Falero, quando um conhecido atrás de mim avistou-me e de longe me
chamou, exclamando em tom de brincadeira: “Falerino! Eh, tu, Apolodoro! Não me esperas?” Parei e
esperei. E ele disse-me: “Apolodoro, há pouco mesmo eu te procurava, desejando informarme
do encontro de Agatão, Sócrates, Alcibíades, e dos demais que então assistiram ao banquete, e saber dos…

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de Platão (222,05 kb)
Diálogos Platônicos
I — Na guerra e no combate, Sócrates, segundo o provérbio, é que é preciso proceder
dessa maneira.
Sócrates — Será que chegamos atrasados e, como se diz, depois da festa?
Cálicles — Sim, e uma festa citadina! Agora mesmo, Górgias nos expôs um mundo de
coisas belas.
Sócrates — A culpa, Cálicles, é do nosso amigo Querefonte, que nos reteve na ágora.
Querefonte — Não faz mal, Sócrates; vou reparar o dano. Como amigo meu, que é,
Górgias falará para nós, ou agora, ou noutra ocasião, conforme preferires.

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